terça-feira, 17 de abril de 2018

Doutora da Vida



Naquele dia questionei a mim mesma e agora questiono você; o que é cumprir uma grande missão? O que é ser uma pessoa nobre? Certamente alguém vai dizer que é construir um grande império ou talvez conquistar grandes títulos. Medalhas, fama, fãs. Na contramão de todos esses méritos contabilizáveis, ela conseguiu ser nobre sem perder a sua essência. E cumpriu sua missão com tal maestria, que fez morada no nosso coração. Cidah Viana, a nossa Doutora da alegria. 
Ela tinha um jeito único de arrancar um sorriso de mim. De mim e de qualquer pessoa que ela encontrasse pela frente. Ela sabia olhar nos olhos. E quanto o fazia, era difícil não se deixar levar pela sua leveza contagiante. Ela fazia com que tudo ficasse engraçado. E mesmo nas situações mais difíceis, sempre dava um jeito de resolver sorrindo. Era inteligente, muito inteligente. E na mesma proporção era uma mulher simples. Simples no jeito de ser, mas principalmente simples na hora de por em prática o que para muitos, seria muito difícil. Sabia atuar. Mais que isso, sabia agir. E agindo daqui e dali levou o Doutores Palhaços a patamares nunca antes imaginados. Foram mais de 1000 pessoas treinadas para um trabalho belíssimo, que hoje está espalhado pelo país afora. E não dá para contar o número de pessoas que ela aliviou a dor e proporcionou momentos de alegria. 
E ela não parou por aí. Foi a Diva do nosso teatro, que entre uma gargalhada e outra, trouxe de volta a autoestima de muitas mulheres da sua plateia. Ela foi a Doutora Sara Tudo. E como doutora, cuidou, protegeu, lutou, buscou, pediu, correu, agiu, agiu e agiu em prol do seu legado. A atriz, a escritora, a diva, a mãe, a mulher, a cigana, a palhaça, a doutora da vida! A doutora que viveu intensamente seus papéis. 
Certa vez conversávamos sobre o papel da mulher na sociedade e eu havia perguntado como ela conseguia fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Ela me disse de forma muito tranquila, “eu não faço muitas coisas, eu faço só o que eu gosto”. E soltou uma risada gostosa. Era assim a Cidah Viana. Leve como uma pluma, forte como uma rocha, engraçada como um verdadeiro palhaço. 
Cidah Viana, por você celebramos a vida e a alegria de viver. De você levamos o eterno sorriso e a certeza de que, para ser grande  é preciso primeiro ser simples. Os filhos palhaços que você deixou se despedem cantando, no picadeiro da vida, com a certeza de que a nossa Doutora Sara Tudo, vai continuar curando em outra dimensão. 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis em 17 de abril de 2018
Imagem da internet 

Olá pessoal

Muito difícil falar da Cidah Viana. Falo isso porque ela foi muito mais que estas poucas palavras que eu escrevi. Cida Viana deixa um legado, deixa uma história gostosa de se ouvir, deixa sua risada, deixa um gosto de missão cumprida!
Vá em paz amiga querida! 

Aos parentes e amigos de Cidah Viana, meu abraço fraterno.

E a você caro leitor aqui do Palavras, obrigada mais uma vez. 


Leila Rodrigues

domingo, 15 de abril de 2018

Esteja pronto


Apesar de eu ser uma pessoa bem disposta, não sou daquelas pessoas “prontas” para tudo. Para algumas coisas ainda preciso de um “preparo”. Dormir fora de casa sem que eu tenha saído para isso, por exemplo, é um problema para mim. Geralmente não durmo bem; estranho a cama, o travesseiro, o barulho da rua, enfim, esta é uma surpresa que não me faz bem. 
Contudo, quer queiramos ou não, a vida sempre vai nos apresentar surpresas. E se elas virão, melhor estarmos preparados. 
É claro que ninguém está preparado para as coisas ruins. Não adianta; por mais evoluído que sejamos, perder alguém querido, ter um diagnóstico desfavorável de uma doença ou sofrer um acidente são “surpresas da vida” que nunca vão nos encontrar preparados. 
Mas podemos nos preparar para as coisas boas. A sorte, por exemplo, ela adora encontrar as pessoas trabalhando, estudando ou buscando algum aprimoramento. É exatamente aí que a sorte se instala e tudo começa a dar certo.
Já as oportunidades, adoram encontrar pessoas atentas. Aquelas capazes de olhar do outro lado da porta, aquelas curiosas, interessadas e sobretudo dispostas a fazer o que a grande maioria não quer nem chegar perto. 
O amor. Ah o amor adora encontrar pessoas genuinamente de bem com a vida. Essas pessoas são realmente apaixonantes. Elas fazem com que a vida fique melhor, daí a razão do amor querer viver com elas. 
Mas para tudo isso é preciso estar pronto. A prontidão é a porta que nos leva a novos patamares. A sorte vai passar, as oportunidades vão passar e a felicidade também. 
É preciso estar pronto para a vida. Ela pode te escolher a qualquer momento. E aí? Você está pronto para ir à padaria? Pronto para ouvir o outro, pronto para enxergar além das portas, pronto para arregaçar as mangas e agir? 
Então esteja pronto! Esteja pronto para crescer, esteja pronto para aprender, esteja pronto para acordar cedo, esteja pronto para envelhecer. Esteja pronto para um sorriso, esteja pronto para não saber, esteja pronto para a caminhada por mais íngrime que seja o caminho à sua frente e esteja pronto para compreender. 
E se não estivermos  prontos de fato, que estejamos de prontidão. Prontos para ir, prontos para olhar para os lados, prontos para enfrentar o desafio. 
É preciso estar pronto para dar aquele salto que a vida oferece para cada um. Um dia ele chega e temos que ir. 
E antes que você se torne um eterno reclamão da sorte eu te digo, vá! O velho ditado, “outras oportunidades virão”, é muito bonito quando movido de atitudes que corroboram com o sucesso. Fora isso é apenas um consolo. 
E se por acaso a sorte chegar e não te achar completamente pronto,  apronte-se e vá! Vá com o que você tiver. Junte coragem e medo e pronto você estará! 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da internet: Connie Nielsen como Hipólita no filme Mulher Maravilha

Olá pessoal,

O palavras ficou alguns dias “parado”, mas já estou de volta. São as surpresas da vida que, às vezes, nos forçam a parar. E como eu disse acima, nem sempre estamos prontos. 
Gostaria de agradecer publicamente aos meus leitores, em especial aos leitores do Jornal Agora que me ligaram e se preocuparam comigo. O artigo saiu da segunda página e foi para o final, só isso. Continuo lá, continuo com vocês pessoal. Obrigada

Grande abraço

Leila Rodrigues



sexta-feira, 23 de março de 2018

Menopausa X carreira


Qual o impacto da menopausa na sua carreira?

De todas as perguntas que me fazem, esta certamente é a que mais se repete. Não é raro as pessoas quererem saber como é que eu dei conta de passar pela minha menopausa (que não foi muito tranquila) e ainda continuar como CEO? 

As estatísticas mostram que aumenta cada vez mais o número de mulheres que assumem cargos de diretoria e gestão. E a grande maioria dessas mulheres está nesta faixa entre 40 e 50 anos de idade. 

O que eu posso dizer da minha experiência é que, quanto mais a queda dos meus hormônios me afetava fisicamente, mais eu tinha a cabeça cheia de ideias e projetos. Eu, além de não ter parado, eu aumentei meus projetos, haja vista a própria menopausa que se tornou uma causa para mim. 

Contudo acho importante colocar aqui alguns aspectos que considero fundamentais nesta jornada.

1 - Aceite o fato de que você está no climatério (período que antecede à sua última menstruação). Receba a sua menopausa. Perceba-a. Se perceba com ela, observe suas ações e reações. 

2 - Delegue. Se você não aprendeu a delegar até aqui, vai ter que aprender à força. Delegue! Não se atreva a carregar tudo nas costas. Só delegando você terá mais tempo para cuidar de você e consequentemente da sua menopausa.

3 - Dê asas à sua imaginação. Se por um lado seus hormônios estão te sacudindo, certamente por outro lado, novas e interessantes ideias estarão aflorando. Não é raro ouvirmos falar de mulheres que se reinventaram na maturidade. Quando você dá crédito às suas ideias, agora mais maduras e mais consistentes, podem surgir novos negócios, novas oportunidades, novas conquistas.
E por fim, não se entregue às consequências da menopausa. Dê a ela toda sua atenção e cuidado, mas jamais deixe que ela tome os espaço da sua vida. Somos muito mais que ela! 

O trabalho nos dignifica! O trabalho nos fortalece! O trabalho traz à tona a guerreira que existe em cada uma de nós! 

Leila Rodrigues

Imagem da internet


Olá pessoal,

E aqui estou eu, falando de novo sobre ela, a menopausa. É bom lembrar, antes de tudo, que este assunto não é só para as mulheres. Senhores homens, se você tem mãe, avó, tia, esposa, namorada, amiga ou parceira, em algum momento da sua vida você vai se deparar com uma mulher na menopausa. E você pode contribuir muito com essa mulher! Aguarde que mais adiante falaremos a respeito. 
Hoje resolvi postar esta pergunta, porque ela realmente tem sido recorrente quando vou falar de menopausa. 
Espero ter ajudado de alguma forma. 
No mais, grande abraço e um vento fresco que possa renovar as energias de cada um de vocês!


Leila Rodrigues

terça-feira, 20 de março de 2018

Eu e ela






Um dia ela chegou sem pedir licença. Não era noite nem dia. Era só um tempo comum. E ela  entrou porta adentro em minha vida. Não me perguntou se eu queria, não me apresentou as estatísticas, não fez sequer uma introdução. Simplesmente chegou. 
E eu, num misto de pavor e total despreparo, fui arrebatada ao chão em pleno vôo. Mal sabia eu, naquele momento, que ela não tinha a menor pressa. Ela era a minha menopausa, embora eu não quisesse que fosse, nem minha, nem de ninguém; e eu era apenas uma jovem mulher que ainda queria muito da vida. Começava ali a maior batalha de toda a minha existência.

Não eu não queria retardar o tempo. Muito menos esconder a minha idade ou ser agraciada pelos deuses com a eterna juventude. Sempre gostei de mim na atualidade e acredito que a experiência de viver é o melhor antídoto para combater a perda do frescor que, inevitavelmente se vai. Mas daí a aceitar que ela (a menopausa) e a sua capacidade de dissecar  nossas faculdades mentais me vencessem, aí era demais. 

Quanto mais ela me derretia de calor, mais eu me refrescava de pessoas queridas. Quanto mais ela secava-me por dentro, mais eu busquei saídas para renovar a minha seiva. Quanto mais ela me deixava irritada, nervosa, cansada, exaurida... mais eu meditava e acreditava que poderia vencê-la. 

Demorou, mas um dia ela se foi. E eu pude viver de novo, mais leve, mais livre, mais conhecedora de mim, mais autêntica, mais crente nas minhas capacidades. 

Se eu voltei a ser a mesma de antes? Claro que não! A vida é roda que só gira para a frente. Hoje eu sou muito melhor! 

E o mais incrível de tudo isso é que hoje eu percebo o quanto eu só consegui fazer tudo isso porque ela (a menopausa) me provocou. 

E é por isso que a minha causa é falar de menopausa para todas as mulheres do mundo. É dizer a todas as mulheres que estão no meio da batalha ou prestes a enfrentá-la, que não desanimem! Não desanimem, não entreguem as suas vidas, não fechem as gavetas dos seus sonhos. 

Existe vida após a menopausa. Existe amor após a menopausa. Existe alegria de viver dentro de cada uma nós, independente dos hormônios, independente do outro

Leila Rodrigues

Imagem da Internet

Olá pessoal,

Hoje peço licença para falar de algo que se tornou causa para mim, a menopausa. Este ainda é um assunto velado, porque a grande maioria das mulheres tem vergonha de dizer ou dificuldade de aceitar que estão na menopausa. Muitas vêem na menopausa o fim de algumas etapas da vida, principalmente no que diz respeito à carreira, vida afetiva e auto-estima. 
Sinto que não consigo mais separar esta causa dos meus outros projetos. E espero que as minhas palavras possam “refrescar" um pouco esta fase quente que, inevitavelmente virá!

Grande abraço

Leila Rodrigues



quarta-feira, 7 de março de 2018

Mulheres que compram detergente



Quando eu estava no início da minha carreira, eu imaginava que mulheres de negócios nunca comprariam detergente. Ah! Detergente era algo banal demais para uma mulher de negócios comprar! E isso me frustrava um pouco porque eu sempre adorei supermercados e então eu imaginava que um dia eu teria que fazer uma escolha, os negócios ou o supermercado. 
Ingenuidade minha!! A vida me mostrou que eu não sabia nada sobre negócios e nem sobre mulheres. Mulheres empresárias, mulheres de negócio, mulheres bem sucedidas, mulheres inteligentes, mulheres independentes,  enfim, mulheres que trilham seus próprios caminhos entram e saem onde bem entendem sem o menor constrangimento. 
Essas mulheres, que chamo de determinadas, não só compram detergente, como sabem  a melhor marca, pesquisam o preço da carne, escolhem o destino da viagem, fazem chá para os gripados, arrumam gavetas, consertam unhas quebradas, se maqueiam sozinhas, trocam pneus e aplicam na bolsa. E ainda lêem muito, observam muito, viajam muito e gostam de uma boa conversa.
Mulheres determinadas tem um plano de ação correndo em suas veias mesmo que ela não tenha ideia do que seja um plano de ação. E onde quer que o seu olhar se aprofunde, ali, ela vai encontrar um jeito de fazer melhor ainda. Ela não veio para competir, ela quer apenas fazer o que tem que ser feito. E não ouse subestimar a sua inteligência, porque enquanto ela compra inocentemente um detergente, ela também compra terreno, compra ações, demite pessoas e assume novos cargos. Sem perder a elegância, sem descer do salto e sem que você perceba. Mulheres determinadas são surpreendentes! 
E ao contrário do que se imagina, mulheres determinadas também amamentam, fazem sexo, rezam, pensam nos detalhes e vão ao banheiro no meio de reuniões importantes para ter notícia do filho que ficou com febre. 
Pasmem! Mulheres determinadas também adoram mimos, colo, flores, chocolate, carinho, abraços e declarações. (Essa você não sabia).
Mulheres determinadas não se sentem diminuídas ao comprar detergente, muito menos ao perder um negócio, ao mudar de emprego ou ao sair de um relacionamento. O que as diminui é ver suas ideias e propósitos podados. É ter que ganhar menos pelo fato de serem mulheres. É ter que fazer um trabalho perfeito para ser reconhecido como bom. Isso sim, é muito pior que comprar detergente. 0 resto elas tiram de letra! 
Que o dia da mulher seja cada dia e que nunca nos falte respeito e oportunidades. O resto a gente busca!


Leila Rodrigues

Olá pessoal,


Perdi minha única irmã gêmea com 01 mês de idade. Sinto a sua falta até hoje. Mas não posso me queixar, a vida me presenteou com mulheres maravilhosas. Minas avós Quinha e Odete, minha mãezinha Dona Neuza, minhas sobrinhas, minhas cunhadas, minhas colegas de trabalho, minhas amigas de todos os cantos do mundo. Sou rodeada de mulheres maravilhosas. Mulheres de todo jeito, de todas as idades, de todas as raças e de lugares muito diferentes. É com elas que aprendo a grande graça da vida e é por elas que sigo procurando sempre o lado engraçado de viver. 
Todos os dias são seus mulher, todos os dias são de quem quer fazer a vida valer a pena!!

Grande abraço

Leila Rodrigues









Leila Rodrigues é CEO da TOTVS Centro Oeste de Minas, articulista no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos e palestrante comportamental sobre a maturidade feminina. 
Para conhecer suas crônicas acesse: 


sábado, 24 de fevereiro de 2018

50 Tons de vinho


Depois do sucesso dos “50 Tons de cinza”, fiquei animada com a chegada dos meus 50. Confesso que o livro não me levou aos 50 graus. Tive dúvidas se sou eu que estou fora do contexto ou se há um acordo coletivo da mulherada em gostar deste tipo de literatura. Mas gosto é gosto e cada um que seja feliz com o seu. Nunca fui chegada a contos de fada e homens perfeitos também não fazem o meu tipo. Então, voltando ao assunto dos 50, eu realmente estava entusiasmada com a chegada deles. 
Pensei em fazer uma grande festa, aquela que eu não tive aos 15. Mas fui vencida pelo que chamo de “Contexto dos 50”.
Primeiro percebi que aos 50 estamos envolvidas com muito mais pessoas do que podemos imaginar. Família, filhos, namorados dos filhos, sobrinhos, irmãos, cunhados e cunhadas, amigos, amigos da infância, amigos do trabalho, amigos das cidades por onde passamos, amigos da literatura, amigos do outro lado do país, amigos da casa ao lado, amigos conquistados nos momentos mais inusitados e complexos ao longo dos 50 anos. Gente demais! 
O “contexto dos 50” traz grandes surpresas e consequentemente grandes mudanças.  A esta altura você quer diminuir os pesos. As bagagens, os armários, as pessoas e principalmente as bagagens da alma. Priorizamos a qualidade e não mais a quantidade. Qualidade de vida e qualidade das relações. Quantos anos, quanto custou o presente, quantas pessoas ou quantos convidados, se tornam irrelevantes. Ser aplaudida e estar rodeada de pessoas, não necessariamente, é o que nos deixa feliz. O que nos interessa nesta fase são as pessoas que nos fazem feliz de verdade e esse número reduz a cada primavera. 
Outro fato também pesou muito é que, aos 50, os subterfúgios de beleza tem efeitos colaterais sérios. Cílio postiço, cabelo preso, cinta mágica que some a barriga, salto fino e vestido de festa da madrasta da Cinderela! Nem se me pagar eu uso mais! Eles me causam taquicardia, dor de barriga, coceira, enjoo e pânico. Então, para quê? Não estou concorrendo mais à gostosa da noite. Além do mais eu tenho aquele problema noturno, conhecido das mulheres desta faixa etária que se chama “ondas de calor” que põe tudo  a perder em questão de segundos. Lá se vai a maquiagem, o laquê, o investimento e as horas de produção. Não tem prime que suporte a suadeira! 
Conclusão, estou de partida para Portugal, vou usufruir meu presente de aniversário lá. 50 tons de vinho me esperam! 


Leila Rodrigues

Publicado no JC Arcos
Imagem da Internet


Olá pessoal,


Mais tarde descobri que, quem gostou mesmo dos “50 Tons de cinza”, ainda não estava nem perto dos 50 como eu. De novo, tudo uma questão de fase. existe a fase dos contos de fada e a fase dos contos reais. Eu estou na segunda e nem por isso menos feliz.
Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer mais uma vez a todos os que têm visitado o Palavras ultimamente, o número de visitas tem batido records a cada semana. Puxa vida, isso me deixa feliz demais! Vocês, queridos leitores, me deixaram muito emocionada. De pensar que tudo começou com uma brincadeira???!!! Que orgulho escrever para vocês! Que honra receber de vocês, o que hoje é considerado o bem mais precioso que se pode dar a alguém, o tempo. 
Valeu pessoal. Sou grata a cada um de vocês!

Grande abraço


Leila Rodrigues

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Agora vai

E já se passaram 51 dias de 2018. A esta altura o brasileiro já tirou férias e já encheu as praias do país. Já comeu camarão, queijo coalho, peixe frito, tomou cerveja, caipirinha e comprou todas as bugigangas possíveis e imagináveis sob o sol escaldante. Dizem que o país está em crise! Mas que  as nossas praias ficaram lotadas, isso ninguém pode negar. Afinal, é direito do cidadão curtir as suas férias como ele bem entende e vamos combinar que a nossa costa é maravilhosa! 
A esta altura o brasileiro já pulou carnaval, nem que seja na sala de casa assistindo os desfiles. Já sambou, já foi atrás do trio elétrico no mar de gente pelas ruas da Bahia ou se recolheu em oração como fizeram muitos adeptos. 
Então podemos dizer que, agora vai? 
Agora os alunos vão oficialmente assistir às aulas. Agora as empresas voltam a comprar, a vender, a negociar, a atender o telefone e a fazerem seus pedidos! Louvado seja! 
Será que agora vai haver investimento? Será que agora vai ter emprego, gente boa de serviço, bolsa de valores subindo, risco Brasil despencando? 
Quem suportou até aqui o país parado e conseguiu produzir,  pode se considerar um vencedor. 
Abram suas portas e suas janelas que lá vem o povo brasileiro começar de novo mais um ano. Começar apesar de, além de, por força de ou em função de. De alguma coisa que a gente carrega no peito que não desanima jamais. 
Sempre haverão uns muito confiantes e outros muito pessimistas. Sempre haverão os que prevêem um futuro negro e os prevêem um futuro esplêndido. 
A verdade é que, enquanto eles discutem o sexo dos anjos, existe uma turma que não parou. Que não esperou as férias de janeiro, nem tampouco o carnaval. É a turma que só festeja depois da colheita. É a turma que acorda cedo, a turma que faz a máquina girar. 
E para os que estão chegando agora, embora atrasados são sempre bem-vindos. Antes tarde do que nunca!
Que venha o ano! Que venha sabedoria e discernimento na hora de fazermos nossas escolhas. Que venha de fato a  maturidade que supomos possuir. Que venham as oportunidades para todos. E que possamos fazer delas uma ponte para nossas realizações. 
Agora levanta dessa cadeira e vai! Vai fazer o que precisa ser feito. A festa acabou e é preciso semear de novo. Você já está atrasado. O resultado da próxima colheita começou lá atrás. 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora e no JC Arcos
Imagem da Internet

Olá pessoal,

Eu sou do time que não esperou o carnaval para começar o ano. Em pleno 2 de janeiro eu já estava viajando a trabalho. Já me acostumei com esta rotina. E isto não significa que eu não aproveite os dias de carnaval ou as festas. Sabendo se organizar, dá para trabalhar e ainda se divertir e muito. 
Uma empresa é um organismo vivo e precisa ser administrada, orientada, analisada e conduzida o tempo todo. No mundo dos negócios não existe feriado, muito menos mês de férias. Enquanto a galera fomentou o turismo, a turma do ar condicionado (gente que trabalha nos escritórios) prospectava, negociava e vendia os próximos feriados que virão por aí. 
É assim que funciona! Tudo um grande negócio!
Que o nosso ano seja produtivo e próspero para todos nós!

Grande abraço

Leila Rodrigues




sábado, 10 de fevereiro de 2018

Abre alas



Ô abre alas que ele quer passar! Aí vem ele, o festeiro mor do nosso país, o Carnaval Brasileiro. Quer você goste ou não, ele vai acontecer nos quatro cantos do país. Que atire a primeira pedra, quem nunca se viu no meio de uma roda ou de uma corrente humana dançando e cantando uma música de carnaval?
Ele já arrastou milhões de pessoas, já trouxe turistas do mundo inteiro para o nosso país, já foi palco de grandes amores e por ele foram revelados competências da musica e da arte de criar e encantar. Ele cresceu tanto que diversificou. Você pode desfilar na avenida, pode ir atrás do trio elétrico, frevo, maracatu, blocos de rua ou torcer veementemente pela sua escola de samba favorita. 
A festa hoje ficou muito relativa. O carnaval depende da idade, do estado civil, da conta bancária e de um monte de outros fatores. Se a pessoa está solteira, sobrecarregada de amor para dar, o carnaval é passagem comprada para a Bahia. Muito Axé e beijo na boca. Se a pessoa vive no Recife ou nos arredores, carnaval é compromisso. Vai a família inteira para a rua. Não tem desculpa. É parte da vida daquelas pessoas, algo maravilhosos de se ver! E ainda tem aqueles que aproveitam os dias de carnaval para fazer um retiro de silencio ou de meditação que tanto queriam. Se este é o seu caso, corre lá que dá tempo! 
O importante é deixar que cada um curta o seu carnaval do seu jeito. O que não dá para aceitar é a pessoa passar os 4 dias de folia literalmente implicando com o carnaval do outro. A música que é ruim, a roupa que é pequena demais, as mulheres depravadas, o dinheiro que gastou no desfile. Esse aí perdeu a chance de aproveitar os 4 dias de carnaval. Tá certo que o carnaval de hoje é muito diferente do carnaval das marchinhas, mas, o quê não é diferente? Tudo mudou; os comportamentos, as opções, os gostos e principalmente as pessoas! Por quê, com o carnaval seria diferente? Para com essa implicância ridícula e segue sua vida! O dia que aprendermos a conviver com as escolhas alheias, aí sim, teremos uma grande festa! Um carnaval de boas energias. 
Agora, se você como eu, não vai poder desfilar na Mangueira como gostaria; bem, para nós carnaval vai ser livro, gaveta arrumada, descanso, faxina na casa, enfim, tudo que a gente vai adiando, adiando e reza para chegar um feriado que nos dê a chance de colocar em ordem. Cada um escolhe a fantasia que lhe convém! 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da Internet - Estação Primeira de Mangueira - a minha escola preferida. 

Olá pessoal,

esteja você no seu sofá, no sossego da sua casa ou no meio da multidão, eu te desejo ótimas dias neste carnaval!
Que seja do jeito que você gostaria que fosse e que você volte na sua segunda-feira renovado de boas energias!

Grande abraço



Leila Rodrigues

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Nem Freud explica


A fase de planejamento durou meses. Escolhi a dedo o melhor Personal-Training. Ótimas referências, pós-graduação fora do Brasil, paciente, educado e além de tudo bonito. Também me consultei com o cardiologista, o endocrinologista e com a nutricionista. Exames de ponta a cabeça e dieta prescrita exclusivamente para a minha pessoa. Respeitando a minha idade, a minha condição física e o meu organismo, em especial meu fígado que é delicado. Para ficar melhor ainda, contratei uma pessoa para fazer uma drenagem linfática uma vez por semana. Só ela daria um jeito no meu pé gordo devido a retenção de líquidos. 
Tudo pronto para, passadas as festas de fim de ano, eu entrar com tudo no projeto “Corpo são, mente idem”. A ideia era cuidar do corpo para a mente parar com a neurose do “tô gorda”. 
Para garantir que tudo saísse conforme o planejado, avisei os amigos de que a temporada de vinhos estava encerrada e que, se quisessem a minha companhia, que preparassem bastante água mineral. 
Isto tudo sem falar no investimento. Tênis novo, blusinhas e leggings modernos para praticar atividade física, você não faz ideia do quanto esses modelitos custam! Lista de suplementos potentes e alimentação apropriada para a dieta do “sem”. Sem glúten, sem lactose, sem sódio, sem carboidrato, sem açúcar, sem gordura e provavelmente, sem sabor. Antes de começar eu já estava endividada para os próximos 3 meses. 
E heis que passaram as festas e o dia fatídico de por em prática o projeto seria a próxima segunda-feira. Só de pensar a adrenalina subia. Corpo novo, eu “saradassa", tudo em cima, tudo durinho e a Anita me chamando para "queimar na laje” com a turma dela. 
Faltam dois dias. Eu não paro de pensar na minha segunda-feira. A minha cabeça fervilha, meu estômago esfria, não consigo comer de ansiedade, tenho náuseas, uma dorzinha leve no abdômen. Ai meu Deus! Tomo um remédio para dormir, tamanha a minha ansiedade. Domingo de manhã, acordo e imagino o Personal lindo me aguardando logo cedo, não consigo me levantar da cama, a dor aumentou, já vomitei 2 vezes, tá tudo estranho, não estou entendendo mais nada, a dor ficou insuportável. Alguém me leva para o hospital, exame, injeção na veia, sala de cirurgia, retirada da vesícula urgente, 2 meses de repouso. E lá se vai o Personal bonitão, a Anitta e o meu armário lotado de suplementos.
Nem Freud explicaria isso!!!!

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da Internet

Olá pessoal,

atire a primeira pedra quem nunca “ensaiou” mudar o estilo de vida e na hora H alguma coisa mudou seus planos. Gente que engravidou, que foi transferido para outra cidade, que passou num concurso, enfim, a vida é assim mesmo. Fazemos nossos planos, mas pode ser que o Universo tenha outros. E a gente segue em frente, fazendo o que dá para ser feito. Ovos quebrados viram  omelete; do limão fazemos a limonada e das surpresas da vida, uma receita nova de viver.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos pela visita aqui no Palavras. Obrigada pessoal, por cada passada rápida, cada lida, cada compartilhamento, cada recadinho que vocês deixam aqui. 

Grande abraço

Leila Rodrigues

sábado, 27 de janeiro de 2018

Mãe nota 7



Mãe nota 7

Não sou de ter inveja de ninguém. Mas confesso que já tive inveja das mães nota 10. Hoje, depois de muita terapia, aceito em paz a minha nota 7 como mãe e reconheço que a maternidade é um exercício diário, o qual vamos lapidando a cada dia. 
Eu não deixei de trabalhar para cuidar dos meus filhos. Admiro quem o fez mas essa não foi a minha escolha. Divido com eles o tempo entre o trabalho, as viagens a trabalho, meus estudos e os cuidados de qualquer mãe.
Muitas vezes viajei em prantos porque um deles tinha febre. Faltei de algumas reuniões de pais na escola e não estava presente quando meu pequenino, naquela ocasião com 2 aninhos, quebrou o braço. 
Por mais que eu tenha ensinado, meus filhos não gostam muito de legumes, eles também tomam refrigerante e não dispensam uma batata frita por nada nesse mundo.
É, eu não sou uma mãe nota 10! Não consegui convencê-los a gostar das mesmas coisas que eu. Um não gosta de estudar, eu até hoje amo estudar. O gosto musical deles é muito diferente do meu e o lado atleta deles definitivamente não veio de mim. Por um lado me entristeço. Às vezes parece que eu só servi de frete para trazer uma criança ao mundo. Por outro lado me conforta saber que meus filhos têm opinião própria e defendem suas escolhas. 
Confesso que muito raramente vejo as gavetas dos meus filhos e que também não faço aquela comidinha preferida deles todo dia, como a minha mãe fazia para mim. Cozinho para eles com prazer sempre que posso, mas esse “sempre” depende de outros fatores que não cabe mencionar aqui. 
Divido conscientemente a maternidade com o pai deles e isso não me faz uma mãe pior. Às vezes o pai leva ao médico, o pai faz a matrícula e eles (os três) preparam o jantar. É assim a vida de uma família que decidiu viver do jeito que dá para viver. 
Eu os carrego comigo onde quer que eu vá; nas minhas orações, no meu coração e em cada coisa que eu vejo que me remete a um deles quando estou longe de casa. Esse é o meu jeito de viver e sentir o meu amor por eles. 
Eu os criei com a realidade da minha vida. E procuro passar para eles os valores que eu carrego comigo como a grande herança dos meus pais, honestidade, ética e respeito. Nunca cobrei deles uma nota 10 e partindo deste princípio, eu compreendi a minha nota 7, certa de que, a nota 10 é uma construção; um aprendizado do qual nunca estaremos perfeitos de fato.

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora e no JC Arcos
Imagem da internet

Olá pessoal,

Sempre me cobrei muito em tudo que faço. E esta nota 7, a qual me referi no artigo de hoje, realmente foi algo muito difícil para mim. Até poder falar neste assunto com tranquilidade eu me sofri muito e me senti culpada muitas vezes. Tenho certeza de que toda mãe sabe do que eu estou falando. 
Nunca seremos mães perfeitas! Que ótimo! Nossos filhos também não serão filhos perfeitos.
Sigamos pois, do nosso jeito. E certamente encontraremos uma forma de sermos felizes em meio às nossas imperfeições.

Deixo aqui um abraço para todas as mães que, como eu, lutam para ter uma boa nota, mesmo sabendo que a nota não é o mais importante nisso tudo!

Grande abraço

Leila Rodrigues

sábado, 20 de janeiro de 2018

Não te demores


Correr é parte do nossa rotina. Todos nós corremos! Corremos para não chegar atrasado na reunião, corremos para pegar o banco aberto, para pegar aquela vaga estratégica, para bater a meta, para colocar a comida na mesa, para atender todos os clientes e todas as nossas necessidades insanas.
Corremos para o que queremos e corremos do que não queremos. Enfim, é uma correria só!
Acho perfeita a frase de Eleonora Duse, “onde não puderes amar, não te demores”. Fazemos isso sem perceber o tempo todo. Corremos de tudo que não nos interessa ou não nos atrai. Corremos do vendedor de seguro, corremos daquela pessoa que é lenta para contar um caso, corremos da tia que quer contar como foi a viagem, corremos das reuniões cansativas, corremos descaradamente do trabalho chato.
Mas a gente não corre o tempo todo. Há momentos em que não aceleramos. Há situações em que deixamos o tempo acontecer como tem que ser.
E então eu pergunto, onde mesmo nós demoramos? Em quê ou em quem temos tempo?
Eu demoro em gente que é inteligente sem ser soberana. Demoro em quem me recebe com um sorriso. Demoro com meu pai e minha mãe, não me canso de olhar para eles e ver tanta sabedoria! Demoro com o que é ingênuo, genuíno, sem segundas ou terceiras intenções.
Demoro com um bom livro, com um café coado na hora, com uma amiga querida ou com o moço do açougue que me ensinou como fazer cupim.
Eu ainda tenho  muito que aprender sobre demorar e correr. Gostaria de demorar ainda mais com meus filhos, com meus pais, com meu cachorro e com as minhas plantas. Por enquanto, ainda estou muito ocupada correndo atrás da meta, correndo para dar conta de tudo, correndo para que tudo fique no seu devido lugar.
Transito entre correr e demorar. Um dia aprendo a dividir o tempo de um jeito que não precise mais correr tanto para conseguir demorar um pouquinho mais naquilo que me faz feliz.
Gosto de demorar com quem não faz julgamento, com quem tem ouvidos entre uma respiração e outra. Geralmente demoro com quem está me vendo de verdade; com quem me enxerga além do meu sobrenome, da minha função, do meu CPF ou das minhas vestes. Demoro com quem não sabe nada de mim e ainda assim me dá atenção. Essas pessoas me agregam e me fazem uma pessoa melhor.
Ademais eu corro. Corro porque o tempo é curto para dividir com o que não nos tira do lugar.

Leila Rodrigues


Publicado no Jornal Agora e no JC Arcos
Foto: eu e minha amiga Simone Fernandes, uma pessoa que eu “demoro” com prazer


Olá pessoal,

Com o objetivo de facilitar para os leitores, a partir de hoje as postagens do blog também estarão nas minhas redes sociais.
Facebook Leila Rodrigues
Instagran leilamro18
Google+ Leila Rodrigues
O blog continua em respeito àqueles que não usam redes sociais e preferem acessar por aqui. Peço desculpas pela demora nas postagens, tivemos problemas com o aplicativo. 
Obrigada pelo seu tempo aqui no Palavras. Foi com a sua visita que chegamos a 200.000 visitantes. Volte sempre que quiser. Se gostou, ajude-nos a divulgar.


Grande abraço e boa leitura.


Leila Rodrigues